sexta-feira, 29 de março de 2013

CELEBRAÇÃO DA SEXTA FEIRA SANTA NA PARÓQUIA SANTO AMARO DE IPITANGA - LAURO DE FREITAS

 Com a igreja Matriz lotada foi realizada pelo Padre Juraci a celebração da sexta-feira Santa hoje dia 29 de março de 2013.
 No final da celebração saíram da igreja as imagens do Senhor Morto que foi levado e acompanhado só por homens, e  a imagem de Nossa Senhora das Dores que foi levada e acompanhada só por mulheres.

 O encontro das imagens foi em frente a prefeitura quando Nossa Senhora se encontrou com o Senhor Morto.


Confusão rende bombas de gás na venda de ingressos da Fonte Nova






A Arena Fonte Nova não começou bem sua relação com o torcedor baiano. Na manhã desta sexta-feira (29) a multidão que esperava para comprar ingressos para o Ba-Vi inaugural da arena passou por momentos de medo e grande confusão no local reservado à venda para a torcida do Bahia. Para controlar a confusão generalizada próximo à entrada, os policiais militares precisaram usar bombas de efeito moral.
O problema começou no início da venda. Centenas de torcedores quiseram derrubar o alambrado que separa a rua da entrada do estádio em busca de comprar o ingresso mais rápido. Neste momento, a PM organizava a fila liberando blocos de pessoas para entrar na fila em frente às bilheterias. Para evitar destruição do patrimônio, foi preciso agir com energia e bombas de gás para dispersar a confusão.
Os torcedores concentrados no começo da fila precisaram sair correndo para evitar as conseqüências do gás, mas alguns chegaram a desmaiar. Spray de pimenta também foi usado para dispersar a confusão. Logo depois, a venda foi retomada mas os problemas continuaram, exigindo mais ação da polícia, que também usou cacetetes. A ação causou revolta nos torcedores, que estavam há mais de meio dia na espera no inicio da fila.
As informações de uso de bombas e gás lacrimogêneo, além da repressão policial, foi confirmada tanto pela PM quanto pela assessoria de comunicação da Arena Fonte Nova. Entretanto, foi dito que por volta das 10h30 a situação foi normalizada. No lado reservado à venda para a torcida do Vitória, não houve nenhum incidente registrado.

VIA SACRA 2013 DA PARÓQUIA SANTO AMARO DE IPITANGA - LAURO DE FREITAS

 A Via Sacra saiu as 6 horas da manhã da porta da igreja Matriz de Santo Amaro de Ipitanga pelas ruas do Centro de Lauro de Freitas com mais ou menos 300 pessoas.
 Imagem de Nossa Senhora das Dores e o Senhor Morto





A via Sacra terminou na porta de dona Zulmira as 7:30 da manhã.

quinta-feira, 28 de março de 2013

'Temos uma resistência que eles nem imaginam', diz diretor do circo Picolino


por Marília Moreira
Festejado no mês de março, o circo ainda vive certo desprestígio no âmbito das artes. Em Salvador, o circo-escola Picolino é um dos símbolos da resistência de muitos artistas circenses que se engajam em transmitir os saberes desta arte, principalmente, a crianças e adolescentes carentes. Nesta entrevista, o diretor Anselmo Serrat relembra a história da sina itinerante do circo, que depois de ter passado por Itapuã, Ondina e Barris mais uma vez sofre ameaças de sair do local onde está situado, na orla de Pituaçu, e ir para o Parque da Cidade. "Quando houve essa negociação, eles fizeram uma maquete, eu aprovei a maquete e fora isso a gente tinha que negociar os direitos legais de posse da terra. Quando começamos a discutir a questão da indenização, eles resolveram deixar esse problema social, educativo e cultural.[...]  Nunca foi negociado, aproveitaram para deixar o problema para gestão seguinte [...] São 17 anos de trabalho nessa área, de criação e de formação. O lucro que nós deixamos para essa cidade não se mede em dinheiro, se mede em vidas", afirmou. "Mas a gente é de circo, temos uma resistência que eles nem imaginam", finalizou.
 
Bahia Notícias - Recentemente a Companhia Picolino apresentou, no Domingo no TCA, o espetáculo “Guerreiro”. Para chegar até esse momento vocês viveram muita coisa, afinal são mais de 20 anos de circo. Relembre um pouco dessa história.

Anselmo Serrat - Infelizmente, nessa apresentação de Guerreiro no TCA a gente atingiu menos da metade da lotação do teatro. Você citou a Companhia Picolino, mas nossos núcleos não são tão organizados assim. As coisas acontecem muito de momento. Na verdade, acho que o próprio circo surgiu assim, do momento.

BN - E como foi?

AS - A escola começou em 1985 aqui em Salvador, mas desde que eu e minha ex-companheira Verônica Tamaoki morávamos em São Paulo, nós éramos envolvidos com grupos de circo e teatro. Nós tínhamos um trabalho de praças, de saltimbancos, mas eu sentia muita saudade da Bahia. Resolvemos voltar para a Bahia. Na época, fechamos um contrato de um mês com o maior shopping da cidade e fizemos uma temporada de um mês dentro desse shopping. Depois disso, uma parte do grupo seguiu viagem, outra ficou aqui. Nós continuamos seguindo com o grupo Tapete Mágico, atuando em clubes, em lugares públicos. E sempre, após cada apresentação nossa, havia uma procura muito grande da criançada querendo brincar e a gente promovia essa brincadeira. Então fomos percebendo que existia um público interessado nessa brincadeira, que é o circo. Ainda em 1985, começamos a procurar um lugar para estabelecer a escola. A gente já sabia que seria uma escola porque tinha uma demanda. Durante essa procura pela instalação física do circo, ficamos também em uma barraca de praia, em Itapuã, que se chamava “Barraca Tapete Mágico”. Nessa barraca a gente fazia oficinas e shows nos finais de semana e dava muita criança. E a gente foi juntando tudo isso e fomos recebidos, depois dessa experiência, pelo pessoal do circo Troca de Segredos, que funcionava em Ondina. O circo Troca de Segredos era uma casa de eventos. Na verdade, era um circo de lona que revelou diversos músicos do final da década de 70 início da de 80. Fizemos a proposta de montar as oficinas lá e a Escola Picolino também nasceu. Botamos um anúncio no jornal divulgando as oficinas e uma jornalista viu, nos procurou e fez uma matéria muito bonita para o jornal. E essa matéria deu um retorno incrível! No primeiro mês a gente já tinha trinta alunos e nós mesmos ficamos assustados com a repercussão. No final, tínhamos montado duas turmas completas com 30 alunos. Surpresa para todos e uma alavancada na história do circo da Bahia. Todos os alunos eram pagantes, o que para gente foi um alívio de vida ter o dinheiro certinho todo mês; como éramos saltimbancos antes, dependíamos de chapéu. Nós ficamos lá um ano e meio e o circo foi derrubado pela prefeitura. Aí começou a itinerância. E a gente percebeu, logo no primeiro ano de escola, que o circo mexia com as crianças de uma maneira muito séria, muito mais do que podíamos imaginar. Nós começamos a perceber que muitas daquelas crianças eram encaminhadas pelos serviços pedagógico e psicológico das escolas regulares. 
 

Foto: Arquivo

BN- Como esse perfil de escola particular mudou?

AS -
 As mães e pais falavam que as mudanças eram perceptíveis. E aí, em 1986, a gente determinou que esse fator transformador do circo não deveria estar restrito a quem pudesse pagar. Começamos a procurar parcerias com o intuito de diversificar essas turmas. Fizemos uma parceria com o Juizado de Menores que durou um ano. E foi uma convivência muito bonita, devido ao apoio mesmo do juizado com roupas adequadas, merenda. No entanto, no final desse ano, o contrato não foi renovado e essa experiência foi quebrada. Durante alguns anos eu ainda encontrei alguns dos 10 meninos dessa turma, já não mais crianças, todos eles bem colocados em alguma profissão e todos afirmando que aquele momento foi fundamental para eles. Isso é uma coisa que vem mesmo mostrar como o circo mexe com essas pessoas. Um tempo depois assinamos um convênio para atender menores infratores. Nessa época, funcionávamos no espaço Xisto, nos Barris. Foi um trabalho bem difícil e complicado por ter sido interrompido após três meses. Tanto que, a partir dessa experiência, nos posicionamos a fechar convênios que durassem um ano no mínimo. Se continuássemos, seria como dar um sorvete para o menininho que está ali olhando, morrendo de vontade. A gente estava se sentindo fazendo uma boa ação. E nunca pretendemos fazer uma ação social. A gente já entendia que era uma ação educativa. E foi o Projeto Axé, em uma parceria firmada em 1990, que nos deu a sustentação para caminhar nesse sentido. Nessas turmas, os meninos que participavam das oficinas viviam em situação de rua e traziam doença de pele, vícios, drogas e outras coisas para dentro do circo. Mesmo com todas as dificuldades, o resultado foi fantástico. Boa parte dos nossos educadores e instrutores pertenceram a essa primeira turma do Projeto Axé. Isso foi o trabalho continuado que permitiu. Mas isso gerou um problema sério aqui dentro.
 
BN - Que tipo de problema?
 
AS - Os meninos eram meninos em situação de rua e, de fora, eram vistos assim. Os pais dos meninos das turmas particulares tiveram uma rejeição muito grande. Nessa época, tínhamos três turmas pagas: uma de manhã e duas de tarde, sendo que uma delas era de meninos de quatro a oito anos e dividia o horário com os meninos do Projeto Axé. Os pais começaram a tirar seus filhos. Primeiro começaram a questionar o uso dos mesmos aparelhos – compartilhar os colchões usados pelos meninos do Axé – e sugerir que tínhamos de separar. Os meninos, quando chegavam aqui tomavam banho, eram asseados, todos tinham um kit. Perdemos muitos alunos. Na verdade, as turmas particulares quase fecharam. 
 
BN - Como o circo passou a sobreviver sem o dinheiro das mensalidades?
 
AS - Basicamente da parceria com o Projeto Axé. Que, na verdade, começou a ficar complicado para a gente, pois, na época em que tínhamos cinco turmas aqui, incluindo particular e conveniada, aumentamos o número de funcionários. Depois, para manter isso, ficou complicado. 

BN - Qual  diferença você enxerga no desenvolvimento dessas duas turmas, a particular e a conveniada?
 
AS - A gente pensando no circo, enquanto arte, os meninos e meninas de classe média, quando chegavam aos 14 anos, eram tirados da escola de circo para começar a se preocupar com o vestibular. A saída deles nessa idade retirava toda a possibilidade de sequência na carreira artística, inclusive porque o circo não era visto como uma profissão por esses pais e mães. Já para as crianças de rua, era uma luz que se acendia de possibilidade para a vida. E para o circo, também, pois era uma mão de obra que nascia, que começava a ser formada. Então, esse investimento tinha esses dois bônus: para as crianças e para o circo. Juntando as duas coisas, foi aí que começamos a formar artistas de verdade.
 
BN - Como se deu essa formação de artistas e instrutores?
 
AS - Esse trabalho foi se fortalecendo e nós chegamos em um ponto que começamos a pensar em como crescer tecnicamente. Nós precisávamos trazer professores mais experientes do que os que a gente tinha. Então nós fomos em busca disso e conseguimos. E depois, nos perguntamos como tornar esses jovens artistas crescerem enquanto indivíduos, porque muitos deles não frequentavam mais a escola. Foi aí que começamos a promover aulas regulares e cursos de formação de instrutores, que duraria dois anos. A primeira turma, no entanto, justamente por causa do processo de formação, levou quatro anos. Nessa primeira temporada, nosso intuito era que os jovens que se formassem enquanto instrutores tivessem terminado o ensino médio. Esse curso acabou acabou por formar uma mãe de obra habilitada a lidar com meninos em situação de rua. Afinal, eles falam a mesma língua, têm o hábito, a malandragem, para se comunicar com essa galera. Já temos 65 instrutores formados em cinco turmas; 80% deles continua trabalhando com isso. Diversas escolas e instituições baianas mantém o circo como uma atividade de arte-educação, atividade lúdica. Lá dentro, quem dá aula, são muitos dos instrutores formados aqui. 
 
BN - Como se formou a Companhia Picolino, que apresentou recentemente o espetáculo “Guerreiro” no TCA?

AS- Na ECO-92 nós levamos cerca de 20 crianças. A mais nova deveria ter cerca de sete anos e o mais velho 14. Foi muito incrível, tivemos uma participação muito boa e recebemos vários convites para viajar para o Canadá, para a França, No entanto, por falta de organização e despreparo nosso na época, acabou que não aconteceu. Isso gerou o início da Companhia Mirim da Escola Picolino, que se apresentou por muitos lugares. E essa galera cresce e vira a Companhia Picolino, que a gente passa a chamar desse jeito a partir do espetáculo “Panos”, “Batuque” e “Guerreiro”. A partir desse último espetáculo, em 2000, é que há outra quebra na estrutura da Picolino. É quando a escola completa 15 anos e tanto a escola quanto os alunos e os espetáculos de final de ano ficam sob coordenação dos instrutores. E eu passei a cuidar só dos espetáculos da companhia e da direção da associação. A Companhia Picolino faz parte de uma companhia maior organizada pela Holanda que junta países dos cinco continentes (sendo dois países da África). Essa companhia se reúne durante um mês na Holanda, monta um espetáculo e o apresenta durante três meses em turnê. A companhia chamada de “Circo das Mil Faces” é formada por circo, acrobatas, dançarinos, acrobatas. Aqui no Brasil a gente só viaja sob contrato e levamos espetáculos mais baratos e fáceis como o “Cenas Cotidianas”; fizemos, por exemplo, o Palco Giratório e passamos de Santa Catarina a São Luiz do Maranhão. Foi esse espetáculo um dos primeiros a serem apresentados no início do projeto Domingo no TCA.
 

Cena do espetáculo Guerreiro | Foto: Maíra do Amaral

BN - Quando você estava falando da história do projeto Axé, você comentou que a escola funcionou um tempo no Espaço Xisto, nos Barris. Também houve uma época em Itapuã. Como vocês chegaram na sede localizada em Pituaçu?
 
AS - É sina de circo ser itinerante. A gente não queria ser tão itinerante, mas também são 28 anos. O circo Troca de Segredos foi derrubado pelo prefeito na época no meio da madrugada. Quando a gente chegou lá, no lugar do circo, não tinha mais nada. Então, conseguimos com o secretário de Cultura na época, que era o [José Carlos] Capinam, o porão do Espaço Xisto. Era um lugar cheio de entulho, sujo. Eu, Verônica, junto com os professores da época tiramos o equivalente a dois caminhões de entulho. Limpamos, lavamos o porão e retomamos a escola de circo. Lá depois virou o Espaço Xisto. Ainda restam marcas da nossa passagem por lá. A TVE até gravou um documentário sobre a Picolino que mostra o período em que estivemos no Xisto.

BN - Como foi essa época?

AS - Quando estávamos lá, fomos convidados para participar de um festival internacional de circo infantil, na França. Essa foi nossa primeira viagem internacional. Fomos para França com 14 crianças, eu, Verônica e uma mãe que acompanhou. A mais nova, Luana [Serrat], minha filha, tinha sete anos e mais velha tinha 13 anos. Participamos do festival, o espetáculo da Picolino foi o maior sucesso. Nessa cidade no interior da França, as crianças foram expulsas de vários restaurantes, porque eram brasileiras e faziam muito barulho. Depois do espetáculo, no dia seguinte, todas as lojas tinham uma bandeira brasileira e só tocava música brasileira. Foi muito incrível. Quando a gente voltou para Salvador, feliz da vida com a repercussão toda, encontramos nossas coisas todas do lado de fora, em um corredor. Havíamos sido despejados da Biblioteca Central. Mais uma vez na noite, escondido. Mais uma vez era a cara da política. Ficamos muito mal com isso. Arrumamos um espaço emprestado, chamado bar Vagão, no Rio Vermelho, que até hoje eu acho que ainda está lá. Pertencia a uma banda chamada Rumbaiana, que tinha sido proibida de fazer shows lá por causa do barulho e emprestaram para gente fazer a escola lá. Mas era muito pequeno, muito apertado, não dava para continuar lá. Uns professores circenses disseram que tinha visto uma lona jogada em Feira de Santana. Fomos lá e compramos a lona, mas não sabíamos onde montar. Fomos montar no Aeroclube, que era uma velha discussão com a prefeitura. Levamos para o Aeroclube, montamos a lona. Não tinha luz, não tinha água, não tinha nada. Isso foi em outubro e novembro de 1999. Dois dias depois, recebemos um fiscal da prefeitura que nos deu um prazo de 48 horas para tirar tudo de lá. Corremos atrás de um e de outro, chegamos em políticos e o secretário de Comunicação da Prefeitura, conhecia o nosso trabalho e sabia o que a gente estava fazendo, enviou uma carta para outro órgão da prefeitura com a ordem para aguardar. O circo só poderia ser desmontado quando alguma solução fosse encontrada para a Picolino. Ficamos lá sete anos, botamos luz, água, custeamos tudo, negociamos com a Coelba. Aí começou a briga para tirar a gente de lá novamente, o que durou uns dois ou três anos. Primeiro diziam que ia ser construído um parque no Aeroclube, teve muita discussão na época que envolveu a comunidade da Boca do Rio, que brigava pela permanência do circo. Eles citaram o terreno e terraplanaram todo o terreno. Depois de muita briga, fomos chamados no governo em uma sala de negociação e a prefeita de época disse que nós tínhamos apenas 48 horas para sair dali, porque senão a máquina ia passar por cima. O advogado do Projeto Axé, que era nosso parceiro, e foi avisado que não deveria mais enviar as crianças para o circo porque estavam canceladas as atividades. Eu disse que teriam que passar a máquina por cima de mim, porque eu vou estar em cima do circo eu não vou descer. Não derrubaram.

BN - E o que aconteceu depois disso? 

AS - Ficou o impasse e aí mandaram uma comissão para negociar comigo. Fizeram uma proposta que não envolveu dinheiro, apenas mudança de local e infraestrutura e o local seria preparado para abrigar a gente. Eu fui burro na época, poderia ter pedido dinheiro, uma indenização, sou péssimo negociante. Idiotamente eu aceitei. Eles terraplanaram, criaram uma estrutura de madeirite, colocaram luz, cerca. Tava bem bonitinho o terreno e deram o caminhão para mudança.  Nós viemos para Pituaçu, nos instalamos onde estamos há 17 anos. E, novamente, estamos ameaçados de sair daqui desde a gestão do prefeito João Henrique. Nós recebemos a visita de um secretário que disse que nos tínhamos 24 horas para sair daqui. Claro, brigamos, discutimos. Eles disseram que iam dar um loteamento para a gente no Parque da Cidade e que iam mudar a gente para lá em um mês. Eu disse que não poderíamos mudar, porque nós trabalhamos com alfabetização e era meio do ano. Nós tínhamos 20 crianças sendo alfabetizadas, se tirassem gente daqui, o processo de alfabetização seria interrompido e isso é crime. Marcaram a mudança da gente pata janeiro de 2010. Perdemos as parcerias que tínhamos porque estávamos saindo daqui e eles ficaram nos devendo uma série de coisas. Em 2010 não falaram mais nada. Quando houve essa negociação, eles fizeram uma maquete, eu aprovei a maquete e fora isso a gente tinha que negociar os direitos legais de posse da terra. Quando começamos a discutir a questão da indenização, eles resolveram deixar esse problema social, educativo e cultural. Na época, o superintendente da Sucom, Cláudio [Silva], preencheu documentos, encaminhou para o prefeito, com informações de que o circo aceitava a mudança, mas queria negociar. Nunca foi negociado, aproveitaram para deixar o problema para gestão seguinte. Hoje nós ganhamos uma ação cautelar, o direito de uso do solo é nosso, o direito de usucapião. São 17 anos de trabalho nessa área, de criação e de formação. O lucro que nós deixamos para essa cidade não se mede em dinheiro, se mede em vidas. Aqui ninguém enriqueceu. Algumas pessoas até estão bem de vida lá fora porque conseguiram através do que aprenderam aqui. A gente aguarda a negociação. Eu não tenho interesse em ficar no meio de uma guerra imobiliária. A gente quer poder voltar a trabalhar decentemente. Eles ficam cerceando a gente, todas as possibilidades de sobrevivência. Mas a gente é de circo, temos uma resistência que eles nem imaginam.

BN - Existem outras experiências de circo-escola no Brasil com as quais vocês dialogam frequentemente?
 
AS - Nós temos uma rede de circo social que 22 escolas fazem parte. Mas ao todo no país são mais de 100 escolas. Em Salvador, não é só a Picolino, temos o Circo Maravilha. Outros centros ensinam arte circense também: trabalhos sociais com circo, escolas particulares, como a Via Magia. A maioria dos instrutores foram formados aqui na Picolino, fora isso teve gente que veio do Rio de Janeiro, da Escola Nacional, e começou a conquistar alguns pontos aqui. No Brasil inteiro, toda capital tem uma escola de circo. São Paulo tem uma dúzia, Rio tem uma dúzia. 
 

Foto: Arquivo

BN - A experiência de cerceamento é comum em outros lugares?
 
AS - Algumas escolas sofrem. Em Minas Gerais, uma escola foi interditada, derrubada. No Rio de Janeiro, a “Crescer e Viver” estava implantada há oito anos e também teve que mudar, mas lá a prefeitura construiu uma estrutura muito melhor do que eles tinham, com lona, som tudo e ainda transformou o espaço um centro cultural também. Brasília teve problema, Joinville teve um problema seríssimo, em vários lugares acontece isso. A gente se organiza, trabalha em festa, essa coisa toda, mas é uma força bruta. Agora nem um deles tinha 28 anos de idade e nem 17 anos plantado no mesmo terreno. Tudo que a gente plantou aqui já deu. Os coqueiros e a vegetação da frente, tudo foi plantado pela gente. 
 

Sede do Circo- Escola Picolino, em Pituaçu. Foto: Arquivo
 
BN - Verônica, sua ex-companheira, segue com uma pesquisa sobre a memória do circo...
 
AS - Ela começou com uma pesquisa sobre circo aqui na Bahia. Na época, a Fundação Cultural nos convidou para fazer uma pesquisa sobre circo. A gente, na verdade, queria buscar professores, conhecer pessoas e juntamos uma coisa com a outra. Nós criamos a primeira pesquisa sobre circo na Bahia. Nós tínhamos um carro à disposição, uma máquina fotográfica, um gravador, e a gente saiu viajando, localizando circos e pessoas de circo paradas. Fomos em dez circos, encontramos quinze artistas parados, alguns nós trouxemos para trabalhar com a gente. Isso foi em 1986, foi logo no início. Em 1987, a gente trouxe Pé de Ferro e Jurubeba para trabalhar com a gente, foram os primeiros artistas de circo que a gente trouxe.  Nessas idas e vindas, a Verônia, era de São Paulo e sempre ia para lá visitar a família, em uma dessas, ela fez uma entrevista com o Picolino, o (53:05), para juntar nesse material de pesquisa que estávamos montando. Na época, ela não tinha ideia aonde ia parar isso.  Quando a gente se separou, ela abriu mão do circo, que tinha tomado um cunho social muito forte, que era mais a minha cara. Ela voltou para São Paulo e levou as pesquisas com ela. Ela tinha uma material muito legal sobre o Picolino, entrevistas gravadas, e  deu continuidade a esse processo. Picolino passou todo o acervo fantástico e maravilhoso que ele tinha para ela cuidar e ela mergulho fundo nesse processo. Outras pessoas de circo quando viram aquilo se interessaram e decidiram colocar nas mãos dela suas histórias. Quando ela viu que tinha um acervo fantástico, ela criou o Centro de Memória do Circo, em São Paulo. Foi montada uma equipe especial para recuperação de fotos e documentos. Ela montou uma exposição em uma galeria do centro, onde a história do circo é localizada dentro da história do próprio homem, do tempo da guerra, o movimento da arte moderna, coisas em paralelo, o que acontece com o circo em São Paulo. Claro que o foco é em São Paulo, que um ponto de referência, mas o Picolino também faz parte, a fundação da Escola de Circo do Capão, a criação das cooperativas, várias situações contemporâneas. E outras coisas podem ser acrescentadas. Se cada Estado tivesse 10% do que está sendo feito lá, nesse sentido, a história do circo estaria sendo mais valorizada. A arte circense ainda existe um pouco marginal, é realmente discriminado. 
 

Treino aéreo no Circo Picolino. Foto: Arquivo/ Site

 
BN - Esse mês é comemorado o Dia Nacional do Circo. Essa data representa uma conquista?
 
AS - O mês do circo é, na verdade, uma conquista do circense, que tem a ver com os movimentos das escolas. A Câmara do Vereadores de São Paulo instituiu essa data em homenagem ao palhaço Piolin. No Paiçandu, onde ele montou seu circo, muitos artistas modernistas frequentavam que usavam ele como símbolo do movimento modernista nas artes cênicas. Em homenagem a ele, o dia do nascimento de Piolin foi declarado, em São Paulo, o Dia do Circo. Esse ato foi se espalhando, mas, na verdade, nunca foi criado por um decreto nacional o Dia Nacional do Circo. Temos que passar essa demanda para Tiririca, o nosso deputado federal. Ele não tem essa proposta e pouca gente sabe que isso é um ato da Câmara de São Paulo. Teve uma agenda dessas tipo escolar, que soltou uma data errada que marcava o Dia Nacional do Circo para 15 de março e como uma copia da outra, isso foi se espalhando. Nós fizemos uma campanha forte por e-mail para corrigir isso. Ainda tem alguma que soltam errado. 
 
BN - As políticas públicas para o circo melhoraram nos últimos anos?
 
AS - Desde o início da gestão de Lula até hoje nós conseguimos criar algumas políticas públicas. Antes não existia absolutamente nada. Na verdade, desde quando Gilberto Gil assumiu a Cultura, e também o Juca de Oliveira, é que as discussões começaram a acontecer. É a partir da gestão deles que a política de editais é criada e os recursos passam de R$ 300 mil para R$ 3 milhões. O que não é nada porque R$ 3 milhões é o recurso de um filme nacional. Uma peça de teatro de uma grande companhia custa entre R$ 2 e R$ 3 milhões. Um grande circo quando recebe muito é em torno de R$ 80 mil. Não é muito. A gente precisa não se desmobilizar. Desde a saída de Gil e de Juca, há uma desmobilização muito grande. As políticas implantadas têm um pequeno esvaziamento, as discussões são encerradas, porque elas eram bancadas pelo Ministério. Estamos regredindo em alguns pontos, apesar de que existem políticas e houve avanços, mas as discussões acabaram e a há um grande perigo de todos avanços sumirem, porque as pessoas estão dispersas. As pessoas estão ligadas pela internet, não há encontros presenciais para se discutir o circo. Essas políticas têm de estar ligadas a um plano social muito mais amplo. Elas ainda não são políticas de Estado, mas de governos. Muda o governo, já era. 

'DJ do Buzu' está proibido em transportes intermunicipais


'DJ do Buzu' está proibido em transportes intermunicipais
Foto: Pimenta Blog
A prática de "DJ do Buzu" está proibida nos transportes coletivos intermunicipais a partir desta quinta-feira (28), véspera do feriado da Semana Santa. Foi publicada no Diário Oficial do Estado a sanção do Projeto de Lei 19.731/2012, de autoria do deputado estadual Carlos Geilson (PTN), que obriga os usuários do sistema a limitar-se a usar fones de ouvido para usufruir de aparelhos sonoros. A medida vale para ônibus, micro-ônibus, vans, ferry boats, catamarãs, trens e afins. A justificativa é a de que o barulho, além de incomodar parte dos passageiros, prejudica a concentração dos condutores e impede que eles ouçam determinados defeitos no funcionamento do veículo, bem como o aviso sonoro de parada. Quem não cumprir a lei está sujeito a advertência, no primeiro momento, e multa de R$ 1 mil ao "DJ" e à empresa que explora o serviço.  A fiscalização do cumprimento e aplicação das penalidades previstas ficará a cargo da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações (Agerba). Com a norma, quem viajar já para curtir a Páscoa não precisará enfrentar via crucis nas rodovias, ferrovias e mares da Bahia.

Jovens detentos em Roma têm pés lavados por Papa Francisco


Jovens detentos em Roma têm pés lavados por Papa Francisco
Foto: AFP
O Papa Francisco celebrou, nesta quinta-feira (28), uma cerimônia de Páscoa inédita em uma prisão de Roma, na Itália. O religioso lavou os pés de detentos, que incluíam mulheres. Mantendo a tradição da cerimônia da época em que era arcebispo de Buenos Aires, o pontífice celebrou a última ceia de Cristo e seus discípulos com o tradicional lava-pés de pessoas humildes e em dificuldade, em uma cerimônia que não foi transmitida ao vivo pela televisão. "Quem está no ponto mais alto deve servir aos outros", disse o religioso, que preside pela primeira vez como Papa os tradicionais ritos da Semana Santa. "Isso é um símbolo e um gesto: lavar os pés quer dizer que estou a seu serviço", explicou a um grupo de cerca de 50 detentos de várias nacionalidades que participaram da missa. O Papa participará também da Via Crucis em torno do Coliseu romano na sexta-feira à noite, que deve ser transmitida ao vivo por diversas redes de televisão de vários países.

Caminhão 'entala' em radar, arrasta semáforo e luz de bairro é cortada Caso ocorreu na tarde e problemas persistem até noite desta quarta-feira. Problema gerou falta de luz em parte da região da Avenida San Martin.

Carreta (Foto: Reprodução/TV Bahia)

                               Carreta se envolveu em incidentes na capital baiana (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Uma sequência de incidentes de caminhão causa engarrafamento em várias partes de Salvador e causou o corte no abastecimento de energia na região do bairro de San Martin desde a tarde desta quarta-feira (26).
Segundo a Transalvador, por volta das 14h, o veículo "entalou" em um radar da Avenida Bonocô e, para sair, precisou ter os pneus esvaziados e ser deslocado de marcha ré.
Na sequência, o mesmo veículo seguiu em direção à Avenida San Martin, mas, na entrada do bairro de Santa Mônica, arrastou um semáforo, causando a interrupção no fornecimento de energia do bairro.
Segundo o órgão, o problema persiste até as 19h desta quarta. Por conta disso, as regiões da San Martin, Bonocô, Vasco da Gama e Dique do Tororó enfrentam longos congestionamentos no início desta noite, segundo informou o órgão de trânsito.

Próximos Ba-Vi’s na Fonte Nova serão mais baratos; R$ 70 (inteira)


Próximos Ba-Vi’s na Fonte Nova serão mais baratos; R$ 70 (inteira)
Reprodução TV Bahia
A Arena Fonte Nova afirmou, nesta quarta-feira (27), que os ingressos para os próximos jogos entre Bahia e Vitória custarão um pouco mais barato do que o clássico regional que fará parte da inauguração do novo estádio. De acordo com a Arena, nos próximos confrontos o valor do ingresso será reduzido para R$ 70, a depender do setor escolhido. Estudantes poderão pagar meia-entrada (R$ 35), a depender também do local desejado para assistir a apresentação dos dois maiores times do estado. No dia da inaguração, marcada para o próximo dia 7 de abril, quem quiser conhecer a nova praça esportiva e assistir o desempenho do clube do coração terá que desembolsar R$ 90, no mínino, a depender do setor. Estudante também poderá pagar meia-entrada (R$ 45). Em nota enviada à imprensa, a Arena Fonte Nova informou que a abertura dos portões está marcada para as 11h30 e o evento inaugural começa às 14h30. A partida válida pelo Campeonato Baiano entre o Esquadrão de Aço e o Leão da Barra começa às 16h. Crianças de colo com até dois anos não precisarão desembolsar um centavo. Todas têm gratuidade garantida. Elas devem estar acompanhadas pelos pais ou responsáveis e é necessária a retirada prévia do ticket na bilheteria, mediante apresentação dos documentos do menor no momento da compra do bilhete do acompanhante legal. A partir dos três anos, o pai ou o responsável terá que desembolsar R$ 45, no mínimo, a depender do local, e pagar meia entrada para a criança.

quarta-feira, 27 de março de 2013

VEREADOR LULA MACIEL (PT) INFORMA A FALECIMENTO DO SEU IRMÃO ZÉ CARPINTEIRO



Nota de pesar
É com muita tristeza que informo o falecimento de meu irmão Zé de Pedrão (Carpinteiro), morador de Vila Mar, em Lauro de Freitas. Não há palavras que possam expressar quão triste a família está neste momento.
Agradecemos a todos os amigos pela atenção. Em breve informações sobre o sepultamento.

Prefeito anuncia implosão do Aeroclube: 'Vamos demolir e começar do zero'


por Evilásio Júnior/ Bárbara Souza
Prefeito anuncia implosão do Aeroclube: 'Vamos demolir e começar do zero'
O prefeito de Salvador, ACM Neto, deixou escapar, em coletiva de imprensa, na tarde desta quarta-feira (27), que o Aeroclube Plaza Show será implodido. Ao falar do projeto de revitalização da orla, que será dividido em sete partes – desde a área atlântica até o Mercado de Itapuã –, ele soltou: "Não vejo a hora de demolir aquilo lá". Instigado a detalhar o tema, o gestor indicou que houve duas propostas, sem explicar quais, mas definiu que a responsabilidade ficará a cargo da Secretaria Municipal de Urbanismo e Transporte (Smut). "Sim, vamos demolir e começar [o projeto] do zero. O segundo projeto agradou a prefeitura, informou [José Carlos] Aleluia [titular da Smut]. O primeiro não. Isso também está sendo discutido com o MP [Ministério Público] para evitar questionamentos legais sobre prazo da concessão, modelo etc.", ponderou. O Aeroclube, que teve recentemente a concessão ampliada pela prefeitura ao Consórcio Parques Urbanos para 2056, enfrenta um período de decadência, desde 2008, quando as obras de reformulação foram embargadas pela Justiça. O projeto para a nova orla da capital baiana será apresentado em abril, mas depende de investimentos do governo federal.
Prefeito anuncia implosão do Aeroclube: 'Vamos demolir e começar do zero'

Rio do Pires: Moradores denunciam desperdício de água em plena seca


Rio do Pires: Moradores denunciam desperdício de água em plena seca
Município está em estado de emergência |Foto: Portal Botura
Moradores de Rio do Pires, município do sudoeste baiano que enfrenta a maior seca dos últimos 50 anos, denunciaram nesta quarta-feira (27) o constante desperdício de água de um reservatório da Embasa, responsável pelo fornecimento em parte da cidade. De acordo com reportagem do site Portal Botura, o desperdício do recurso é constantemente presenciado pela população, afetada pela estiagem, inclusive enfrentam racionamento. Rio do Pires está em estado de emergência. No final do ano passado, as barragens secaram e a água passou a ser distribuída pela Embasa através de poços artesianos que fornecem água para os reservatórios elevados conectados à rede de abastecimento do município.

Baixa Grande: Bar que abrir na ‘Sexta-Feira Santa’ recebe multa


Baixa Grande: Bar que abrir na ‘Sexta-Feira Santa’ recebe multa
Foto: Portal Bacia do Jacuípe
Uma lei criada pela Câmara de Vereadores de Baixa Grande, no centro norte baiano, proíbe a abertura dos bares da cidade na ‘Sexta-Feira Santa’. O estabelecimento que descumprir o que determina a legislação municipal poderá pagar multa no valor de um salário mínimo (R$ 678). Caso haja reincidência, a penalidade sobe para cinco salários mínimos (R$ 3.390). Além da multa, os bares podem ser interditados e até ter o alvará de funcionamento suspenso. O valor desembolsado pelo comerciante que descumprir a lei, é repassado para a Associação Baixagrandense de Apoio ao Idoso e à Paróquia de Baixa Grande. Em vigor desde 2012, a lei divide opiniões entre os munícipes, mas ainda não houve registro de penalidades por conta do descumprimento. Informações Portal Bácia do Jacuípe.

Site especializado em viagens elege Boipeba como ilha mais bonita do Brasil


Site especializado em viagens elege Boipeba como ilha mais bonita do Brasil
Foto: Trip Adivisor
Boipeba, na Costa do Dendê, foi escolhida com a ilha mais bonita do Brasil e a segunda da América do Sul no Traveller´s Choice 2013, do Trip Advisor, um dos maiores sites especializados em destinos turísticos do mundo. O arquipélago, escolhido por internautas, ficou na frente de destinos brasileiros como Fernando de Noronha, em Pernambuco, Ilha Grande, no Rio de Janeiro, e as ilhas Santa Cruz e Isabela, do arquipélago de Galápagos, no Equador. “A Ilha de Boipeba não é um destino para pessoas que exijam comodidades extravagantes e vida noturna animada. Não, Boipeba é para viajantes que desejam tranquilidade e beleza natural inexplorada. A escapada perfeita inclui mergulhar com snorkel em um amplo recife de corais, caminhar pela exuberante floresta atlântica e provar os frutos do mar mais frescos que você já viu na vida”, informa aos viajantes o Trip Advisor. Já nas categorias as dez praias mais bonitas do Brasil, os 25 melhores hotéis e hotéis para família, a Bahia não foi lembrada pela maioria dos participantes do concurso.

BABADO DO BLOG DO LAU - Você viu esta ' armação ' na Câmara de Vereadores ?


Transparência na Casa do ' Polvo '.


Você viu esta ' armação ' na Câmara de Vereadores ? Aí dentro fica uma funcionária durante todo expediente do Casa  do ' Polvo ' para informar o que quisermos saber como orçamento, receita, despesa, pessoal concursado, efetivos, comissionados, contratos o diabo. Fazemos a solicitação desejada à funcionária e num prazo de 20 dias temos a informação. Não, Gilmar não é bonzinho , é direitim e quer que todos nós saibamos de tudinho que ele faz como presidente e administrando mais de  UM MILHÃO de reais por mês. É uma exigência do TCM e em todas as 5600 cidades do Brasil. E agora, estamos melhorando, ou não ???

Gol suspende de vez serviço de bordo; Só água será gratuita


Gol suspende de vez serviço de bordo; Só água será gratuita
Foto: Divulgação
A partir de maio, os passageiros da companhia aérea Gol terão direito a apenas um copo de água durante o voo – ainda assim, se pedirem. Leia mais na coluna Mercado. 

Fernanda Montenegro beija boca de atriz em protesto contra Feliciano


Fernanda Montenegro beija boca de atriz em protesto contra Feliciano
Foto: Reprodução/Cristina Granato/Divulgação
A atriz Fernanda Montenegro, de 83 anos, deu um beijo na boca da colega Camila Amado, 77, como forma de protesto contra a permanência do deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) no comando da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. As duas atrizes revelaram, nesta segunda-feira (25), que desaprovam a ideia de o parlamentar continuar no cargo durante a 7ª edição do Prêmio APTR, da Associação dos Produtores de Teatro do Rio. Apesar das diversas manifestações contrárias a sua permanência à frente do colegiado, Marco Feliciano, reiterou, nesta quarta (27), que não tem intenção de deixar o cargo.

PAIXÃO DE CRISTO EM LAURO DE FREITAS ACONTECE NA ITINGA E NO CENTRO


Nossa riqueza cultural nos permite ter dois espetáculos com a mesma temática e com a mesma força, representatividade e adesão popular, que é a PAIXÃO DE CRISTO DE LAURO DE FREITAS e a PAIXÃO DE CRISTO DE ITINGA, que acontecem em nossa, quase que com o mesmo tempo,  nos bairros do Centro e de Itinga, oriundas dos GRUPOS DE JOVENS DA IGREJA CATÓLICA e que se renovou com um aspecto cada vez mais teatral e profissional, sem perder a identidade e o significado cristão e o apelo artístico.
A PAIXÃO DE CRISTO DE ITINGA, acontecerá nos dias 28, 29 e 31 de março, na Quadra da Igreja Matriz da Itinga, que fica na rua dos fundos do Hospital Jorge Novis; e a PAIXÃO DE CRISTO DO CENTRO DE  LAURO DE FREITAS, como acontece tradicionalmente na PRAÇA DA MATRIZ  nos próximos dias 04 a 07 de abril.


PAIXÃO DE CRISTO DE LAURO DE FREITAS, acontece tradicionalmente na Praça da Matriz
POSTAGEM: RICARDO VIEIRA

Ovo de Páscoa custa 5 vezes mais que a mesma quantidade de chocolate em barras


por Carol Prado
Ovo de Páscoa custa 5 vezes mais que a mesma quantidade de chocolate em barras
Foto: Reprodução
A Páscoa pode até ser uma dádiva ao estômago, mas quase sempre faz muito mal à saúde do bolso. Dados de uma pesquisa realizada pelo Procon-BA retratam, em números, quanto custa o simbolismo da festa que encerra a Semana Santa e comprovam a grande distância entre os preços dos ovos e das barras de chocolate. De acordo com o levantamento, ao optar pelo presente clássico do coelhinho, o consumidor paga até cinco vezes mais em comparação à compra de tabletes da guloseima. É o caso do chocolate Crocante, da Lacta, por exemplo. O equivalente a um quilo do produto em barras custa, nas Lojas Americanas, pouco mais de R$ 23 - bem menos que a mesma quantidade em formato oval, que sai a mais de R$ 111. Um pouco menos discrepante é a diferença se o parâmetro for o chocolate Classic ao Leite Nestlé. No Extra Paralela, um quilo do doce em tabletes custa R$ 27,50, enquanto em ovos o preço chega a R$ 104,13. Já para quem não dispensa o tradicional, a melhor opção é o Talento Castanha, da Garoto, que "apenas" dobra de valor quando transformado em ovo de Páscoa. No Hiperbompreço Iguatemi, ele sai a R$ 34,80 em barras e a R$ 74,40 em ovos.

terça-feira, 26 de março de 2013

O PRIMEIRO CIRCO QUE VEIO A SANTO AMARO DE IPITANGA - LAURO DE FREITAS - OS PIROPEUS



Antigamente aqui em Santo Amaro, nunca tinha vindo um Circo. O primeiro circo a estrear nessas paragens foi o do Sr. Piropeu  - sobre nome deles. Ele, sua mulher Maria e seus filhos, chegaram aqui em 1920. Chiquinha minha avó era uma menina de treze anos. Filhos de Piropeu e Maria; Zinha, Guiomar,Nenê, Rodão, Louro - fogareiro e Iraildes. O casal e seus filhos eram negros. Vieram prá aqui, onde foram muitos aplaudidos e tornaram-se grandes simpatias dos santamarenses. Com o passar do tempo Piropeu e sua familia viajaram a armar o circo em lugares do interior baiano. Aquela coisa nômades que os ciganos e o pessoal de circo trazem consigo.Os Piropeus passaram bons tempos por lá. Mas um dia, Zinha de Piropeu que era a mais velha dos irmãos, voltou para Santo Amaro, com todos os seus irmãos. Piropeu e Maria não vieram e ficaram lá.
  Zinha  deu continuidade as apresentações Circenses. Um dia, em um número perigoso apresentado com arma no circo, Nenê Piropeu foi tragicamente atingida, morrendo no palco. Assim o circo terminou. Depois que o circo terminou, Zinha e seus irmãos continuaram morando aqui. Estes eram humildes, mas finos em educação, tinham um agrado especial ao falar com as pessoas, falavam demonstrando acochego de velha amizade, falavam tocando as pessoas; abraçando, passando a mão na cabeça, demostrando sinceridade. era assim que falavam com minha avó Chiquinha. Zinha de Piropeu era baixinha, magra, lábios finos, feição miúda, mas muito bonitinha. Zinha naquele tempo já andava aqui de sapatos altos de todos os tons; vermelho, verde,branco, etc.  Zinha usava sapatos combinando com argolas e colares, saias com franzidos, vestidos estampados, com decotes, sem gola, etc. batons e rouge. Zinha era brincalhona sempre estava indo a casa de minha avó Chiquinha, e os irmãos dela também. Louro Piropeu era muito amigo de tio Valter, Iraildes, muito amiga de tia Tonha. Quando Zinha saia a passear era com batom, rouge no rosto e talco no pescoço, se entalcava toda. De viagem a Salvador, onde sempre ia passar dias, ela dava uma passada na casa de minha avó;  entrava com uma sacola nas mãos, sapateava se requebrando de mãos nas cadeiras. Todos davam risadas, Zinha também, e dizia prá minha avó; ô minha nêga! isso é para levar a vida! Esta já estava idosa, foi-se embora daqui para o Rio de Janeiro.

LIVRO
JERÔNIMO GOMBÉ E SANTO AMARO DE IPITANGA
TERESINHA DA GLÓRIA OLIVEIRA MAGALHÃES

DIA 27 DE MARÇO DIA DO CIRCO - PARABÉNS AOS ARTISTAS CIRCENSES DE LAURO DE FREITAS



Parabéns aos grandes Artistas Circenses de Lauro de Freitas :Edivaldo Ferreira Silva , Flora Lee , Rubenval Meneses , Eliete Teles , Janjão Mauricio , Nino Santana , Bynhoo Muniz , Virgilio do OCO TEATRO ,Professor Iram, Cleo Dall Agnol  , Tobe Velloso,  Lambajai Monteiro Dos Santos , Mauricio Moraes e muitos outros.

O dia do circo foi criado em homenagem ao palhaço Piolim, Abelardo Pinto, que comandou o circo Piolim por mais de trinta anos.
Seu pai havia sido dono de circo quando Abelardo ainda era pequeno, local onde aprendeu a tocar violino, a fazer contorcionismos e acrobacias.
A data foi instituída em razão de seu nascimento, no ano de 1897, em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo.
Abelardo chegou a fazer espetáculos beneficentes, junto com um grupo de artistas espanhóis, que lhe deram o apelido de Piolim, que significa barbante, devido às pernas compridas e também por sua magreza.
Piolim era engajado com os movimentos artísticos e culturais, sempre preocupado em divulgar a arte como forma de expressão cultural.
Foi homenageado pelos intelectuais da semana de arte moderna (Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfati, e outros) em 1922, como o maior artista popular brasileiro.
Em dois de agosto de 1931 recebeu uma homenagem de Mário de Andrade, através de uma crônica que demonstrava seu encantamento com a arte do circo de Piolim.
Um dos maiores sonhos desse palhaço era montar uma escola circense, para manter as tradições artísticas e culturais do circo, mas morreu antes de concretizá-lo, aos 76 anos de idade, no ano de 1973.


COMUNICADORES DE LAURO DE FREITAS REALIZARAM A PRIMEIRA REUNIÃO PARA FORMAR ASSOCIAÇÃO

Comunicadores de Lauro de Freitas se reuniram hoje dia 26 de março de 2013, para falar sobre a Associação que representará os veículos de comunicação da Cidade. Estiveram presentes: Marcio Brito, Carlos Pop, Ismar da BA, Renan Oliveira, Adolfo Nascimento, Manuel Messias, Marivaldo Batista, Carlos Felix, Cesar Grandão, J. Claudino, Ladislau Leal, Anderson Locutor, Helton Carlucho, Silva Junior e Artêmio Luz. 

 Na oportunidade convidamos outros comunicadores que não compareceram a primeira reunião para participarem da próxima que será terça-feira as 19 horas no centro de Lauro de Freitas .

Ingresso mais barato para Ba-Vi na Fonte Nova custará R$ 90


Ingresso mais barato para Ba-Vi na Fonte Nova custará R$ 90
Foto: Divulgação
Os ingressos para a inauguração da Arena Fonte Nova, que contará com a partida válida pelo campeonato baiano entre Bahia e Vitória, além de apresentações artísticas, começarão a ser vendidos na próxima sexta-feira (26) nas bilheterias e na internet. A inauguração da nova praça esportiva está marcada para o próximo dia 7 de abril. Segundo os organizadores, o preço mínino para conhecer o novo estádio da capital baiana é de R$ 90. “Exclusivamente no evento de inauguração, que terá um espetáculo antes da partida, os ingressos custarão a partir de R$45, a meia entrada, a depender do setor escolhido”, informou em nota enviada à imprensa o consórcio que administra o espaço. No total, serão disponibilizados 40 mil ingressos, cerca de 10 mil a menos do que a carga máxima de torcedores que o estádio pode receber. Como mandante, o Bahia terá direito a 23,2 mil ingressos, 58% do total. O Vitória ficará com 16,8 mil bilhetes, 42% dos assentos disponíveis. As bilheterias localizadas no setor Norte – Ladeira Fonte das Pedras – serão destinadas à torcida do Esquadrão de Aço e as bilheterias do setor Sul – Dique do Tororó – para torcedores do Leão da Barra. Só será permitida a compra de 2 ingressos por pessoa, mediante apresentação e cadastro do RG. O pagamento pode ser feito em espécie ou cartão de crédito e débito. Os bilhetes também podem ser adquiridos a partir da zero hora da próxima sexta pelo site da Arena. É preciso efetuar um cadastro, escolher o tipo de ingresso e pagar uma taxa de conveniência de 10% do valor do total. Serão aceitos os cartões de crédito e débito das bandeiras Visa e Mastercard e o limite por cadastro é de 4 ingressos. O voucher deverá ser trocado pelo ingresso entre os dias 3 e 6 de abril, das 10h às 19 h, nas bilheterias. "Não haverá troca de ingresso no dia do evento (7 de abril)", informou os organizadores. Clique aqui e confira as localizações e quanto custa os ingressos.

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